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Internet chega a escolas de regiões remotas e carentes

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A inclusão digital dos brasileiros, uma das principais metas do Governo Luiz Inácio Lula da Silva, coordenada pelo Ministério das Comunicações, no Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão), tem tido na Educação um pilar. É o que disse ontem o diretor do Departamento de Informática na Educação a Distância do MEC, Américo Tristão Bernardes. Entusiasta do Gesac, que pretende dar acesso à Internet (e com alta velocidade de conexão por satélite) a 32 mil computadores em todo o País, Américo conta que o MEC instalou só no último mês, em escolas de todos os estados do País, 1.844 antenas parabólicas para conexão à rede mundial de computadores. E colocará mais 650 até o final do ano. Serão 2.494 novas escolas públicas plugadas à Internet. “Com isso, o País elevará de 12 mil para 14.400 o número de escolas com acesso à Internet e benefícios”, afirma Américo.

Segundo o diretor, “a escola é o começo de tudo; por isso o governo prioriza, dentre outros locais, a instalação de antenas em escolas, sobretudo de regiões remotas, onde vivem populações carentes”, explica. Das 180 mil escolas públicas de ensino básico (166 mil) ao médio (14 mil), 43 mil estão equipadas pelo Estado com ao menos um computador. Destas, 22 mil utilizam o computador como recurso didático-pedagógico, contando inclusive com laboratórios próprios.

O diretor do MEC chama atenção para o fato de que o trabalho de inclusão digital feito nas escolas não beneficia só comunidade escolar. “Convocamos toda comunidade a utilizar os recursos, aproximando-a da vida escolar”, explica. É uma política que vem funcionando bem nos quatro cantos do País. Na Escola Iricélia Cobanellas Zanini, no município de Assis Brasil, Acre, fronteira com Peru, os aposentados convocados pela Previdência a se recadastrar para receber o benefício o fizeram pelos computadores do colégio. (Leia abaixo)

No caso das escolas, os nomes daqueles escolhidas receberem as parabólicas foram fornecidos pelas secretarias municipais e estaduais de Educação. A escolha se baseia em critérios equânimes, porém proporcionais. Têm direito às antenas localidades com maior número de alunos e de escolas. Deste lote inicial São Paulo, por exemplo, receberá pouco mais de 300 unidades, Pernambuco, 82 e Acre sete antenas. O governo federal resolveu financiar as antenas, sua instalação e manutenção depois de constatar que sairia caro para as escolas, prefeituras e estados arcarem com os custos de manutenção do equipamento. Caso tivessem de pagar pela antena e, principalmente, pelo R$ 1000 mensais para manter a conexão da Internet, em banda larga, conectados ao ponto “mais próximo”, o Gesac não teria êxito no âmbito escolar.

O Gesac é considerado, segundo o sitio do Ministério das Comunicações (www.mc.gov.br) o maior programa de gênero da América do Sul. Por meio dele, o Governo patrocina o acesso à Internet com a instalação de três mil laboratórios de informática, tele-centros (espaços comunitários com acesso à Internet) e postos militares de fronteira, sem esquecer das escolas. Por meio de sítios próprios e criação de e-mails, muitas escolas e estudantes terão pela primeira vez uma identidade mundial. Não bastasse o benefício didático, ganha-se em matéria de auto-estima e em sentido de cidadania. (Repórter: Rubens Amador).