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Educadores sociais de todo o país debatem inclusão digital e economia solidária

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Luziânia (GO) é sede do II Encontro Nacional das Estações Digitais.


Cerca de 250 educadores sociais do programa Estação Digital de todo o país estarão reunidos, entre 16 e 20 de junho, em Luziânia (GO), no II Encontro Nacional das Estações Digitais. A proposta é discutir o tema da inclusão digital e sua relação com a economia solidária e as políticas públicas. O evento fortalece a atuação em rede dos educadores, estimulando-os a integrarem suas atividades a ações da economia solidária. Participam do programa, desenvolvido pela Fundação Banco do Brasil, os mais diversos públicos: agricultores familiares, quilombolas, populações ribeirinhas, catadores de recicláveis, entre outros.

Os educadores sociais são pessoas das comunidades, que têm como função promover a difusão das tecnologias da informação e comunicação, por meio da realização de cursos de capacitação em informática para a comunidade, que também é orientada na utilização da internet e dos serviços eletrônicos.

No primeiro dia do evento (16), o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, e representantes do Governo Federal discutem as políticas públicas de inclusão digital no Brasil. No dia 17, os debates giram em torno da liberdade do conhecimento e do gerenciamento da Estação Digital, com o uso do software livre. Na quarta-feira 18, o destaque são os painéis sobre economia solidária e os desafios da comercialização, com a participação do secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer.

Também serão analisadas experiências de sucesso dos educadores, voltadas à articulação em redes, parcerias e ações de cidadania. Estas experiências também serão o eixo do penúltimo dia do evento (19). Os educadores serão divididos em grupos de trabalho para trocar experiências bem-sucedidas em suas comunidades e debater ações conjuntas para a área.

Trabalho e renda - O último dia do encontro será dedicado ao debate sobre "Geração de Trabalho e Renda: o desafio das Estações Digitais". Um exemplo positivo nesta área é a Estação Digital de Pacajus (CE), equipada com dez computadores, servidor e impressora. Na unidade, já foram capacitados 60 professores da rede municipal e estadual de ensino, somente da zona rural, além de 30 cajucultores de dez municípios, nos quais a Fundação BB desenvolve programas de geração de trabalho e renda.

Nestas comunidades, os alunos são transportados até a estação por ônibus cedidos pela Prefeitura. Além de estudar informática básica, os produtores aprendem, por exemplo, técnicas para a elaboração de planilhas de custo e folhas de pagamento, entre outras atividades desenvolvidas pela Cooperativa Agroindustrial de Pacajus (Copacaju). "A Estação Digital foi o primeiro passo para que os agricultores tivessem acesso às tecnologias da informação", diz a educadora e coordenadora da Estação, Silvia Maria de Paiva.

Em Vitória da Conquista (BA), 120 mandiocultores da Cooperativa dos Pequenos Agricultores da Região Sudoeste da Bahia (Copasub) realizam, em três turnos, cursos de informática básica em uma mini-estação digital, equipada com cinco computadores. Eles integram o "Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar na Cadeia Produtiva da Mandioca", desenvolvido pela Fundação BB e parceiros. "A perspectiva é que os produtores, agrônomos e técnicos agrícolas possam utilizar a estação para desenvolver projetos e articular parcerias para fortalecimento do empreendimento", diz o educador Andreson Amaral Souza. Outras quatro mini-estações atendem cerca de 700 mandiocultores dos municípios de Cândido Sales, Belo Campo, Anagé e Barra do Choça.

Responsabilidade - Já em Santarém (PA), a Estação Digital de Muiraquitã, com parceria do Grupo de Defesa da Amazônia (GDA) e o Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária, fornece cursos intensivos de informática para populações ribeirinhas no período das férias, com duração de 15 a 30 dias. "Tentamos nos adequar à agenda das comunidades, além de contextualizarmos o ensino. Os próprios participantes propõem a utilização de textos sobre meio ambiente, produção de mandioca e pragas nas colheitas, por exemplo", diz a educadora Karla Isabelle Sousa Godinho. Ela conta que 48 filhos de produtores e 36 líderes comunitários já realizaram aulas de informática básica na estação e outros 22 jovens e adultos das comunidades já fizeram cursos mais avançados.

Para Karla, o maior ganho das populações ribeirinhas é a independência na organização de suas atividades. "Em nossos questionários de avaliação, um dos pontos fortes citados pelos participantes dos cursos é o fato de poderem se responsabilizar pela organização de todo o processo de gestão dentro da associação em que atuam, a partir da digitação de relatórios, da criação de bancos de dados e do controle de suas próprias planilhas de custo", diz.

Confira a programação do evento:

 
II Encontro Nacional das Estações Digitais

Data: 16 a 20 de junho
Hora: 8 às 19h30

Local: Centro de Treinamento Educacional/CNTI- BR 040 KM 9,5 - Posto Ypê - Setor de Chácaras Marajoara, s/n - Fazenda Taveira - Luziânia/GO, distante 40 km de Brasília.

Mapa de localização do evento:

http://www.cnti.org.br/localcte.htm